Logo CNP Seguradora

CNP Seguradora

Como a CNP Seguradora reduziu a análise das áreas na homologação de 17 para 3 dias úteis com a Linkana.

Responsável
Jaderson Moura
Ano
2025

A CNP Seguradora faz parte do Grupo CNP Assurances, quinta maior seguradora da Europa, presente em 19 países, com mais de 50 milhões de clientes e segurados e 170 anos de história. No Brasil, onde atua há 25 anos, a CNP é a terceira maior seguradora do país. A CNP Seguradora, na estrutura atual, tem cerca de dois anos: nasceu da cisão da Caixa Seguradora e herdou processos de uma companhia muito maior.

No 23º Fórum de Compras & Sourcing, em outubro de 2026, Jaderson Moura, gerente de Compras da CNP Seguradora, contou como as áreas técnicas passaram a analisar o fornecedor em paralelo, e não mais em fila. A palestra completa está no vídeo acima.

O desafio: mais de um terço da contratação era homologação

Antes da mudança, a CNP lidava com:

  • 422 contratações por ano e 335 fornecedores ativos;
  • Contratações de cerca de 60 dias, das quais mais de um terço era homologação;
  • 17 dias úteis só de análise das áreas técnicas, que avaliavam o fornecedor uma depois da outra;
  • Homologação no fim da contratação, depois da concorrência. Quando uma área reprovava o fornecedor vencedor perto da assinatura, a CNP tinha que voltar à concorrência, chamar o fornecedor que ficou em segundo lugar e renegociar;
  • Até 210 perguntas iguais para todos os fornecedores, do fornecedor de papel higiênico ao de software crítico;
  • Nenhum painel ESG de fornecedores.

Compras, Compliance, Jurídico, Riscos, Cibersegurança e Continuidade de Negócios tinham, cada uma, processo, questionário e sistema próprios. E cortar controles não era opção: a CNP responde à Susep, ao Banco Central, à ANS e à regulação europeia da matriz.

Segundo Jaderson:

“Quando eu olhava pra 210 perguntas, eu olhava pro fornecedor e falava: você tem que querer muito fazer negócio com a gente.”

O divisor de águas: começar pelo processo

Antes de escolher a ferramenta, a CNP desenhou o processo. Nas palavras do Jaderson: “Ou eu ia direto pro mercado e contratava uma Ferrari e depois não sabia pilotar, ou a gente poderia mergulhar no processo.”

Compras levou as áreas técnicas para a mesma mesa e perguntou por que a análise não podia acontecer em paralelo. No caminho, descobriu que várias áreas faziam ao fornecedor as mesmas perguntas. O redesenho trouxe três decisões:

  1. Áreas em paralelo, não em fila: todas avaliam o fornecedor ao mesmo tempo;

  2. Matriz de categorias com 6 fluxos: a área demandante classifica a contratação no início, e a categoria aciona só as perguntas que importam;

  3. Parecer vinculante das áreas estratégicas, num modelo construído em conjunto por todas elas.

A mudança foi além da plataforma. A CNP atualizou o Normativo de Compras, estruturou o KYS, de Know Your Supplier, e passou a usar o Score ESG dos fornecedores. A Linkana entrou como o ponto que centraliza os pareceres: o fornecedor responde uma vez, em um único ambiente, e cada área avalia a sua parte.

Com o processo desenhado, a implantação foi rápida. Foram 49 dias entre a contratação e o go-live, contra os 90 a 120 dias que um projeto desse porte geralmente leva. A regra foi fazer o básico bem feito.

Hoje, a automação começa na escolha do fluxo de cada contratação e segue na análise de documentos e respostas, com a IA da Linkana. Nas palavras do Jaderson, “a máquina analisa, mas quem decide são as áreas técnicas”. Quando a homologação vence, o fornecedor é chamado para re-homologar.

Resultados concretos

Segundo a CNP:

  • Análise das áreas de 17 para 3 dias úteis, quase seis vezes mais rápida;
  • De 210 para 65 perguntas, 69% a menos, conforme a categoria;
  • Homologação no início da concorrência, e não mais no fim da contratação;
  • 100% das contratações elegíveis passam pela plataforma;
  • 98 homologações concluídas em seis meses;
  • 188 fornecedores monitorados.

Benefícios para as áreas e para os fornecedores

A velocidade não veio às custas do controle. Em um caso real, um fornecedor foi aprovado por Cibersegurança, Segurança da Informação, Continuidade de Negócios e Compliance, e barrado pelas análises financeira, ESG e jurídica, por risco reputacional e de solvência. Como todas as áreas avaliam no início da concorrência, o veto apareceu antes da decisão de contratar.

  • Fornecedores reconhecem a simplificação da jornada;
  • Áreas internas têm um processo mais fluido, transparente e fácil de acompanhar;
  • Governança ganhou rastreabilidade e uma base estruturada para os reguladores;
  • ESG ganhou dado para acompanhar os compromissos públicos da CNP, como 100% das estruturas sob a lente ESG e 30% de compras inclusivas.

Próximos passos: da homologação à performance

Homologar responde quem pode fornecer. A pergunta seguinte é quem entrega. Em 2026, a CNP desenhou o Vendor Management:

  • Matriz de elegibilidade com quatro dimensões de risco: operacional, financeiro, regulatório e reputacional. O acompanhamento é acionado quando três das quatro são críticas;
  • Módulo de Performance da Linkana como fonte única de SLAs, auditorias e documentos;
  • SLAs medidos a cada dois meses, revisão documental semestral e revisão completa anual. Fusão, incidente ou mudança contratual disparam uma nova análise.

O aprendizado que o Jaderson deixou para quem vai começar: não comece pela tecnologia, comece pelo processo.

Conclusão

O case da CNP Seguradora mostra que homologar mais rápido não exige abrir mão de controle. Com as áreas em paralelo e uma matriz que aciona só o necessário, a homologação saiu do fim da contratação e passou a começar junto com a concorrência.

Segundo Jaderson Moura:

“A área de compras, ela é muito desafiada, mas a gente também precisa assumir o papel de protagonista e desafiar as áreas.”